quinta-feira, 30 de outubro de 2008

A salvação é uma iniciativa apenas de Deus?

Querido irmão, boa sua argumentação, porém já que citastes sobre a Soteriologia, quero relembra-lo que disse sobre a iniciativa, essa também parte do próprio homem também como requisito da Salvação, além é claro da Graça do nosso Senhor. Mas como disseste que "o aceitar (verdadeiramente) é PARTE SOMENTE DE JESUS " e disseste também "Por fim, o homem escolhe, mas só escolhe a Jesus para a salvação se Deus o criar um novo espírito que busque a bondade."

Tu disestes: "No entanto, se o homem não tem qualquer capacidade de escolher, por ser escravo do pecado, estar morto nesses pecados e delitos e, como homem natural, ser incapaz de discernir dos assuntos eternos, então ele jamais, nunca buscará a Deus e nem fará o que O agrada para vir a ser salvo. Ele é totalmente inutil no que se refere à salvação. Por isso precisa que um agente externo (DEUS) mude sua natureza, dando-lhe a capacidade de querer e efetuar o bem salvifico para ser, de fato salvo."Convido-lhe a fazer uma Releitura sobre a passagem do filho Pródigo. Nesse caso, você deverá deixar de lado aquilo que Deus é em termos de sua perfeita natureza eterna, e focar sua atenção na maneira como Deus escolheu se revelar e se relacionar com as pessoas na história. Seus olhos devem deixar de lado a visão ideal e abstrata da teologia, e se voltar para Jesus Cristo, suas ações e palavras, que revelam o Pai (João 10.30; 14.9).Jesus é Deus conosco, isto é, Deus se revela e se relaciona conosco em Jesus (João 1.14,18; Hebreus 1.1-3). Em Jesus, Deus está esvaziado, pois sua onipotência foi limitada pela fé dos que a ele se achegavam (Mateus 13.53-58), seu onisciência foi limitada pelo Pai (Mateus 24.36), e sua onipresença foi limitada pela própria encarnaçãoEm primeiro lugar, o Deus esvaziado se relaciona com base no critério da liberdade.

O filho mais novo pede a sua parte da herança e vai embora da casa do pai. Naquela época e cultura, o pedido equivaleria a dizer mais ou menos o seguinte: “Pai, tudo o que quero é que o senhor morra.
Tudo o que me interessa é seu talão de cheques”. O impressionante é que o pai não faz oposição a esse desejo do filho. O critério é a liberdade: “Você quer ir, meu filho, eu lamento, mas vou não vou amarrar você ao meu lado, não vou obrigar você a conviver comigo contra a sua vontade. Siga seu caminho”.Esse Deus esvaziado não mantém relacionamentos à força, mediante manifestação do seu poder e imposição de sua autoridade soberana. O Deus esvaziado dá um passo atrás, para que você possa exercer sua liberdade de existir com Ele ou contra Ele.Em segundo lugar, o Deus esvaziado se relaciona com base no critério da interpelação. O filho mais velho se recusa a participar da festa que o pai promove para se alegrar com o retorno do filho mais novo, que estava morto e reviveu, estava perdido e foi achado. O pai vai ao encontro do filho mais velho e o interpela, o confronta e o coloca diante da necessidade de uma decisão. MAS NÃO DECIDE POR ELE NEM O OBRIGA A SE SUBMETER À SUA VONTADE.O pai não exige obediência dizendo “Enquanto você estiver na minha casa fará as coisas do meu jeito”. O pai confronta o filho e espera tocar sua consciência, para que, semelhantemente ao filho mais novo, ele também “caia em si”, e experimente uma transformação de dentro para fora, de modo que sua submissão à vontade do pai seja um ato voluntário e consciente de ser a melhor escolha.

ACREDITO que Quem espera o resultado da intervenção do Deus onipotente, onipresente e onisciente, acaba se frustrando e sucumbindo em culpa e incredulidade quando se depara realmente com tais doutrinas. Quem espera ser uma pessoa melhor e andar em comunhão com Deus, numa relação de amor e liberdade, respondendo suas interpelações e desfrutando sua presença e doce companhia é capaz de enfrentar a vida, qualquer que seja ela, e será salva, pois antes da salvação vem a consciência que deste mundo nada é útil, é simplesmente ilusão! como o filho descobriu pela experiência nós também descobriremos, o pai simplesmente não nos impóe, pois o amor nada impoe

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