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sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Relacão

..."Quem espera o melhor com a intervenção de Deus Onipotente, Oniciente, Onipresente acaba se frustando e sucubindo a culpa ou incredulidade, quem espera ser uma pessoa melhor e andar em comunhão com Deus, numa Relação de Amor e Liberdade, e desfrutando sua presença e doce compania é capaz de enfrentar a vida, qualquer que seja ela."

POR: Ricardo Gondim

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Manifestos!?


Atualmente há um enorme contingente de Cristãos neutros que estão sem tempo para leitura, pergunta-se hoje o que a igreja precisa para formar Varões perfeitos perante Jesus? Baseado em Efésios, acredito que muitos fatores poderiam contribuir para tal Fato, porém precisamos nas igrejas de "pensadores Cristãos.

Não àqueles que indagam, rebeliam-se, conspiram, mas áqueles pensadores Ávidos por Reflexão bíblica, que já não se contentam por tanta superficialidade bíblica, sensos comum, Repetições ou chavões.

Sorrisos aparecem nos lábios dele, não de felicidade, de Ironia...."Abram suas Bíblias no livro......você será impactado hoje....olhe para seu irmão..." Mais um sermão Carregado de repetições, chavões, senso comum, ideologia Evangélica brasileira...a pergunta é...Quando haverá um Sermão de qualidade nos púlpitos brasileiros???

Estamos já, inchados com a frustação de ver pregadores com reflexão superficial, e talvez nem entendam sua importância, a Reflexão, pois apenas dizem: é pecado.
É notoriamente mais cômodo formar ouvintes e discipulos conformados ao invéz de reflexivos, assim ninguém refletirá sobre a devasta destruição de vidas que causa a Religiosidade.

O evangelho não precisa de Religiosos que fincam suas bandeiras ao chão travando "guerras" e "defendendo" sua Religião, ah....isto é tão Comum. Precisa de homens e mulheres que estejam com o coração inflamados de amor, que possam testemunhar com o silêncio a paz, a santidade, a mansidão e a benevolência.
A atitude é a maior pregadora na vida de um Cristão.

Hó Senhor, ensina-nos teus principios para que possamos testemunhar com nossos atos..

POR:Jackson Poeta aprendiz

sábado, 24 de outubro de 2009

...Reflexões...

Loucuras sobre os "Saberes Evangélicos" apenas nos trazem mais aflições, em meio a tantas. Ligado às Reflexões, quero livrar-me as "regras" que os "púlpitos" me prendem, quero ler poesias, refletir, ouvir, conversar, apreciar, degustar, sentir as Escrituras e sua beleza em minha alma...

Sinto que os quatro evangelhos que iniciam o Novo Testamento em nossas Bíblias foram banidos e exilados para longe das tribunas em nossa contemporaneidade evangélica brasileira.

Cadê Mateus, Marcos, Lucas e Principalmente João, aonde estará o quarteto Evangelista nas Igrejas, as mensagens focaram seus olhares ao "EGO"....ou...ao esdruxulo pensamento "egoista'....

Tenho medo de continuar, pois sei que tais pensamentos poderá trazer-me inquietudes que destruirá meus parapeitos. Resta-me ainda a Boca ao Pó...


Por: Jackson Poeta aprendiz

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

REFLEXÃO E MORTE




Perguntara-me um aluno, nessas tardes que se desvaneiam por aí:qual dos poetas que você mais gosta ou mais se identifica?
"Pergunta Impertinente devido a sua dificuldade" Pensei, já que....gosto de alguns...como Castro Alves, Fernando Pessoa, Drumond, Manuel Bandeira...e tantos outros...Porém, indetifico-me com Gregório de Matos.

Poeta Barroco, que pertencia a Elite, a Sociedade, a Religião, mas...não se conformava com ela. Percebe-se que a luta contra a hipocrisia permanece desde os primórdios, identifico-me com ele, pois também não me contento com a sociedade, a Elite e DESDENHO a Religiosidade e a Hipocresia dentro das igrejas.

Gregório, pertencia à alta sociedade e é através dela que lança seu olhar crítico sobre os desmandos e irregularidades da aristocracia, sobre a hipocrisia dos clérigos e sobre questões mais reflexivas como religiosidade e amor.

Apaixonei-me pelo "Poeta" quando deparei com seu poema que ilustra sua experiência existencial, extrapolando, assim, as suas primeiras motivações poéticas e alcançando uma dimensão muito mais filosófica e reflexiva.


— DA INCONSTÂNCIA DOS BENS DO MUNDO
Nasce o Sol, e não dura mais que um dia,
Depois da Luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.

Porém se acaba o Sol, por que nascia?
Se formosa a Luz é, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?

Mas no Sol, e na Luz, falte a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.

Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.

Gregório de Matos

O poeta, demonstra aguda consciência da efemeridade da existência e da passagem do tempo ao falar sobre a brevidade das coisas do mundo. O Sol pode ser entendido como uma metáfora da vida, que mesmo bela, se acaba em tristeza. A permanência das coisas excedem o nosso tempo, mas nossas vidas são breves.

Apenas percebo que devemos desfrutar nossos momentos,... por quais caminhos?! Ao lado do Senhor, pois há Semelhança com as Escrituras.
"Toda a carne é erva e toda a sua beleza como a flor do campo. Seca-se a erva, e cai a flor, soprando nela o Espírito do SENHOR. Na verdade o povo é erva.(IS 40.6-7).
A vida é breve como a flor que nasce na manhã e morre ao Raiar do sol. Convém que estejamos ao lado do senhor Jesus...

hó, Senhor dê-me sabedoria para que possa desfrutar a minha vida ao seu Lado, e sempre permanecer em seus caminhos!

POR: Jackson Poeta Aprendiz

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Um Coração Poético


Nessas noites de Domingo aleitoriamen te pego-me refletindo sobre a Superficialidade das mensagens pregadas em cima dos Púlpitos nas igrejas Evangélicas brasileiras. Apenas fazem-me lembrar as FOLHAS SECAS caídas e arrastadas pelo vento, pois nelas já não existem mais vida e por isso, diga-se de passagem, são Inúteis.
São....ou não....Semelhante aos tempos de Escuridão da idade média, sempre os chavões escravistas "entrelaçados" com a Religiosidade que apenas mata o Cristão arrancando-lhe sua Liberdade em Cristo Jesus. Bem sabia os Trovadores da Idade Média, receio que este fato não tenha mudado conforme alguns dizem!

A "Farsa" está dentro dos corações de alguns que se dizem "bons" e infelizmente estão camuflados no meio dos nossos Pastores, mas disto advertiu-nos o Apóstolo Pedro em sua Epistola(II PD 2.1-22)...esses querem apenas glória por suas "filosofias" ou "teologias"..e dizem-se "pregadores". Porém é licito dizer que ao nosso Prisma, podemos perceber que tanta Filosofia ou Teologia apenas Seca nosso Espírito pelo desejo na Palavra de Deus.

Este desejo parte do Coração Poético de Deus e sensibiliza nossos sentidos para que possamos ouvir o desejo do Maior Poeta de todos os tempos, é virtuoso o homem ansiar o conhecimento da Filosofia ou da Teologia. Porém antes de querer ser um estudioso como Teólogo, ou filósofo descobri com Deus que precisamos ser poetas também. Por que Deus é poeta, porque gosta de comunicar-se com versos e metáforas.

Sua linguagem, carregada de símbolos, é hermética, misteriosa, para o coração cru. Para entendê-lo, precisa-se de ouvidos espirituais, sensíveis ao êxtase transcendental. Quando Deus declama o universo baila. Os olhos de Deus procuram homens e mulheres que se disponham a encarnar seus sentimentos. Todo homem foi chamado mas só os poetas podem ouvi-lo. Porque seu compromisso é com a vida, com o amor, com as relações.

Deus é o Criador dessas belezas, Javé levanta homens e mulheres que se indignam com a sordidez, mas apaixonados com o sublime, com o belo. Portanto, toda linguagem poética é profecia. Sua vocação sangra no texto, a expressão rítmica do coração de Deus vaza na tinta de sua pena.

O poeta pressente o que deveria ser, mas não é; vê-se compelido a re-encantar os desanimados, a curar os desesperançados, a destilar beleza de mundos imaginários em terras áridas.A matéria prima do poeta é a palavra. Como um artesão de cristais, o poeta maneja as palavras de maneira simples, mas com delicadeza mágica. Ele deseja mostrar que o cotidiano, com suas contradições perversas, poderia seguir outra estrada.

O poeta se despeja no texto como óleo perfumado, faz-se lenho do fogo que aquece a história. Desejoso de trazer os extremos numa síntese que promova o bem, não esquece que o único absoluto é o amor, que o único bem é vida e que o único alvo é a valorização do instante. Os Poetas rejeitam redomas, estufas, viveiros, gaiolas. Eles trocam os tapetes pelo chão batido. Solitários, só obedecem o compasso do próprio coração; indomáveis, revoltam-se com o ordinário; irrequietos, perturbam o normal e fazem concretizar em seus corações a poesia, a principal delas, a mais importante, a mais sublime, a mais bela....... A Palavra de Deus.

Que minhas orações sejam: Deus, transforme o meu coração em um coração poético.

POR: Jackson Poeta Aprendiz

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

The God Delusion



Meu mais recente esforço de fé não é do tipo intelectual. Eu realmente não faço mais isso. Mais cedo ou mais tarde você simplesmente descobre que há alguns caras que não acreditam em Deus e podem provar que ele não existe e alguns outros caras que acreditam em Deus e podem provar que ele existe - e a esse ponto a discussão já deixou há muito de ser sobre Deus e passou a ser sobre quem é mais inteligente; honestamente, não estou interessado nisso.

POR: Donald Miller



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Donald Miller é autor de Fé em Deus e pé na tábua, e Como os pinguins me ajudaram a entender Deus, ambos publicados pela Thomas Nelson Brasil.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Dias e dias


Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? – Jesus Cristo.

Tem dias que as palavras não se completam, as frases acabam com reticências e os parágrafos perdem sentido. A gente sente uma ponta de melancolia espetando a alma. A banalidade de viver nos agride logo que tocamos o chão com os pés sonâmbulos.

Tem dias que olhamos a alvorada pela janela e engasgamos com o descaso do tempo. Escovamos os dentes, repetindo com movimentos circulares, a mesma rotina de décadas; vestimos a camisa que ainda guarda o cheiro do ferro quente; cadenciamos os passos e não notamos o vai-e-vem da maré que nos devora aos poucos.

Tem dias que assumimos nossa desvalia. Sabemos, sem jamais admitir, que todos os esforços são inúteis, todas as lágrimas, desnecessárias, todas as palavras, vãs. Só a inércia nos tange adiante. Obedecemos ao dever de sobreviver sem saber o porquê.

Tem dias que acordamos e a cabeça lateja - enxaqueca existencial. Levantamos, os postes ainda iluminam as ruas, mas não os valorizamos; eles são incapazes de clarear a nossa alma. Todos os sons parecem exagerados. Todas as cores, de mau gosto. Todos os gestos, plásticos. Perdemos o paladar. Recusamos a distração. Descartamos os conselhos. Preferimos o silêncio. Buscamos o deserto.

Nesses dias, lembramos o colo primordial, que nos embalou com afeto; o rosto meigo, que nos elegeu únicos; o berço emadeirado, que nos protegeu de quedas.

Nesses dias, ficamos atentos para a inclemente cronicidade da existência. Intuimos que só os solilóquios transformam a vaga e doce tristeza em saudade. Só a solidão converte a melancolia em nostalgia. Trágicos, aprendemos a nossa impotência. Abatidos, abandonamos os fingimentos de nossas coreografias mal ensaiadas. Sedentos, ansiamos que Alguém nos dê água viva.

"óh Senhor sacia nossa sede, e nos dê o alivio que precisamos à nossa alma"
POR: Ricardo Gondim